Caso Anitta: Você sabe o que é a Doença do Beijo?

Diagnóstico e Tratamentos

Você com certeza já ouviu falar na “Doença do beijo”, não é mesmo? Desde o inicio da nossa adolescência, nossos pais e avós já nos atentavam sobre as feridas na boca que eram “causadas pelos beijinhos”. Muitos tinham e têm grande preocupação em ter esse contato íntimo, exatamente por medo das consequências que o ato pode ocasionar. Já outras, não acreditavam e até chegavam a dizer que isso era apenas um mito criado pelos nossos ancestrais.

Mito ou Verdade?

É verdade! A “Doença do beijo” EXISTE e é mais perigosa do que a grande maioria imagina. Titulada cientificamente como Mononucleose Infecciosa, o vírus é transmitido através beijo, ou seja, na saliva contaminada durante um contato intimo entre um casal (é muito rara a transmissão através de transfusão sanguínea ou contato sexual). Ela se manifesta de forma aguda, resultante da aproximação ao vírus Epstein-Barr (EBV) e demora cerca de 30 a 40 dias para os primeiros sintomas da doença do beijo começarem a aparecer.

A Mononucleose Infecciosa ocorre com mais frequência na adolescência até o começo da juventude, entre 15 a 25 anos, mas isso não significa que ela não possa se desenvolver em qualquer idade, por isso é necessário que o cuidado e as prevenções sejam aderidas por todas as pessoas.

Sintomas e Diagnóstico

Após o período de incubação alguns pacientes infectados podem não sentir nenhum sintoma, mas a maioria passam a ter complicações, como:

• Febre alta
• Odinofagia (dores fortes durante a digestão),
• Sintomas constitucionais (fadiga, mialgia (dores musculares), perda de peso e inchaço dos gânglios linfáticos)
• Tosses
• Artralgias (dor nas articulações)
• Adenopatia cervical posterior simétrica (aumento de gânglios linfáticos do pescoço), que pode se generalizar, esplenomegalia, hepatomegalia discreta, raramente com icterícia, erupção cutânea e até chegar ao comprometimento do orofaringe sob a forma de faringo-amigdalite exsudativa.

O diagnóstico da mononucleose é vista pela manifestação clínica da doença e deve ser confirmada através de um exame de sangue específico. O aumento do número de linfócitos no sangue e, a aparência anormal adquirida por uma parcela dessas células é uma característica dessa infecção, que pode ser identificada por um Cirurgião Dentista especialista em Estomatologia.

Foto: JC Online – UOL

Tratamento

Ainda não foi invetado nenhum procedimento para conseguir a cura dos pacientes que têm a Mononucleose Infecciosa, porém, existem ótimos tratamentos e prevenções para tranquilizar esse vírus. Na procura de um Dentista Estomatologista, muitas pessoas que fazem os exames descobrem que foram infectadas e chegaram a ter doença no passado, quando ainda eram adolescentes, mas nunca se deram conta da situação por confundir os sintomas de outras infecções que também acontecem durante essa fase. O grande problema, é que por esse motivo, muitos pacientes acabam não cuidando da doença da maneira que realmente deveriam.

Hoje com os novos conhecimentos e tecnologias, embutidos a chegada da especialização em Estomatologia no Brasil, o diagnóstico e tratamento são feitos com muito mais confiança e veracidade, dando ao paciente uma vida tranquila, mesmo ainda estando com o vírus.

No momento em que a doença do beijo passa ser diagnosticada é necessário que o paciente permaneça por cerca de 3 a 4 semanas em repouso, porém, algumas pessoas precisam de meses para voltar a seus habitual. Não é recomendado o uso de antibióticos quando não há uma infecção bacteriana secundária. Quando há um comprometimento hepático grave, deve-se tratar como se fosse uma hepatite viral aguda por, aproximadamente, dois meses. Em certas situações pode ser feito o uso de corticosteroides. Em caso de ruptura do baço uma cirurgia deve ser realizada para removê-lo.

Prevenção

Vacinas de prevenção contra a doença do beijo estão sendo estudadas para o desenvolvimento, mas é preciso que as pessoas se conscientizem dos perigos que a saliva contaminada pode causar. Deve-se evitar contato com saliva de pessoas portadoras do VEB (Vírus Epstein-Barr), durante o período de transmissibilidade.

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