O enxerto ósseo sintético é um material essencial para as áreas de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, implantodontia e periodontia. Nos últimos anos, o mercado trouxe muitas opções com tecnologias que proporcionam resultados positivos nos procedimentos por meio de maior potencial regenerativo e, claro, biocompatibilidade.
Conhecer bem quais são os tipos de enxerto ósseo dentário e quais as melhores opções para o seu consultório faz toda a diferença para os procedimentos. Siga a leitura e saiba mais!
Vamos começar esta conversa por entender os diferentes tipos de enxertos ósseos. Na odontologia, já é consenso que o osso autógeno (proveniente do próprio paciente), especialmente de medula óssea, é a melhor opção, graças às propriedades biológicas e à ausência de rejeição.
Ele é mais eficaz na etapa de neoformação óssea do que o beta-fosfato tricálcio e o osso anorgânico bovino. O autógeno é o único tipo que fornece células ósseas vivas imunocompatíveis, o que é essencial para a primeira fase da osteogênese.
Apesar de ser o mais indicado, nem sempre é fácil trabalhar com esse tipo de material. Primeiro, porque há limites do quanto é permitido retirar o osso do próprio paciente; segundo, é necessário considerar que, para isso, a pessoa deve passar por uma cirurgia; em terceiro, há maiores riscos de infecções por conta do procedimento invasivo.
Outras opções de enxertos são.
Enxertia proveniente de indivíduos da mesma espécie e obtidos em bancos de tecidos humanos. Geralmente, é utilizado quando a quantidade necessária é maior do que a que pode ser retirada do paciente.
Vale ressaltar que é um procedimento um pouco mais delicado, pois é necessário haver biocompatibilidade e, dessa forma, é importante uma análise mais criteriosa do paciente. Os enxertos alógenos são tratados para reduzir a antigenicidade e, portanto, não participam da primeira etapa da osteogênese.
Este tipo de enxerto é feito com tecidos de uma espécie diferente, geralmente suína ou bovina. Na maioria das vezes, o produto é aplicado no maxilar, afinal, ele tem uma formação bastante semelhante ao osso medular humano. O tecido recebe tratamento rigoroso para evitar a rejeição.
Esta é a categoria dos enxertos ósseos sintéticos, que são produzidos em laboratórios e com tecnologias que proporcionam biocompatibilidade, para tornar o tratamento mais seguro e com menos chances de rejeição ou infecção.
Os principais materiais que constituem esses produtos são: cerâmica, polímeros, hidroxiapatita sintética etc.
Aloplástico é o enxerto ósseo de origem sintética.
O plasma rico em fibrina (PRF) é a segunda geração de concentrado plaquetário e é bastante comum em procedimentos de implantodontia e cirurgia bucomaxilar. Esta opção é de grande interesse por parte dos dentistas, já que é acessível e com resultados positivos comprovados.
Importante ressaltar que o uso deste material é aprovado pelo Conselho Federal de Odontologia, desde que o PRF seja proveniente do próprio paciente e o sangue seja manipulado em centro cirúrgico ou consultório com dentista capacitado.
Já explicamos que o mercado estuda e disponibiliza diferentes opções de compostos para enxertos sintéticos. Agora, conheça os principais materiais e as características de cada um, de acordo com o artigo “Classificação e propriedades de materiais de substituição óssea num enxerto ósseo na cavidade oral”.
Neste conteúdo, o foco são os materiais sintéticos e, portanto, neste tópico vamos tratar exclusivamente dos benefícios de usar esta enxertia.
Cada vez mais, o mercado investe e estuda tecnologias para a criação de produtos aloplásticos por serem de grande interesse para cirurgiões-dentistas. Isso porque é um material de mais fácil acesso, que não necessita de cirurgias para ser adquirido e está disponível em grandes quantidades.
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