O bruxismo é um quadro que rende diversas discussões entre os pesquisadores. Na literatura, há controvérsias em relação à etiologia (tanto entre profissionais da odontologia como de outras áreas), embora já exista o consenso de que o hábito é multifatorial e fortemente ligado a questões emocionais.
Cirurgiões-dentista têm papel fundamental no diagnóstico e tratamento, portanto, devem dominar bem o bruxismo: tratamentos, sintomas e possíveis origens. Neste conteúdo, buscamos trazer mais materiais sobre o assunto para agregar ao seu conhecimento teórico.
O bruxismo é caracterizado como um hábito parafuncional e pode manifestar-se pelo ranger de dentes (também chamado como excêntrico) ou pelo apertamento deles (movimento denominado como cêntrico).
A literatura sobre o assunto explica que o bruxismo é uma das desordens que está se tornando cada vez mais prevalente no consultório, assim como é severamente destrutiva, segundo o artigo “Bruxismo: uma atualização dos conceitos, etiologia, prevalência e gerenciamento”.
Apesar de haver um grande dilema em que alguns pesquisadores acreditam que o bruxismo é algo normal justamente por ser comum, outros apoiam a ideia de que a prevalência não deve normalizar o quadro, até mesmo porque ele gera um desgaste anormal dos dentes.
A etiologia do bruxismo ainda não é totalmente esclarecida, mas pesquisadores sabem que se trata de uma desordem multifatorial e bastante complexa. Na literatura, muitos estudiosos acreditam que a condição está relacionada ao estresse, à ansiedade, ao nervosismo e a outras sensações negativas.
Tanto o bruxismo noturno quanto o diurno podem ter origem no estresse.
Atualmente, a etiologia da condição está classificada como:
O diagnóstico do bruxismo não é algo tão simples, isso porque tanto as pessoas que não têm esse hábito quanto os bruxômanos podem apresentar atividade parafuncional noturna, o que diferencia é a duração e a intensidade das contrações musculares.
Antes de falarmos um pouco mais sobre o diagnóstico, é importante conhecermos alguns conceitos, como o de atividade rítmica de músculos mastigatórios, que são episódios com pausas de três segundos e podem seguir um destes três padrões:
O diagnóstico polissonográfico pode ser feito quando há dois ou mais episódios de atividade rítmica de músculos mastigatórios por hora de sono.
A anamnese também é essencial: na hora da conversa, é possível que o paciente relate situações que podem sinalizar um possível bruxismo. O exame clínico deve ser criterioso para que, de forma precoce, sejam identificados sintomas — sobretudo porque casos avançados podem trazer danos irreversíveis.
Durante a anamnese, fique atento aos seguintes relatos:
Em geral, pacientes com bruxismo apresentam:
A radiografia também pode dar alguns indícios do bruxismo e é possível notar desaparecimento ou aumento do espaço periodontal, fraturas radiculares, cálculos pulpares, ausência da lâmina dura e reabsorção radicular.
O tratamento para bruxismo deve ser feito de forma multidisciplinar, com o auxílio de outros profissionais, e o objetivo é aliviar sintomas, reduzir a tensão e minimizar qualquer outra situação negativa para o paciente.
O tratamento para bruxismo deve ser feito de forma multidisciplinar.
O psicólogo entra como uma figura importante e focado em tratar o estresse e a ansiedade. O fisioterapeuta também é requisitado para orientar e tratar qualquer problema muscular que surja em decorrência do bruxismo.
O cirurgião-dentista, como já explicamos, também é crucial para lidar com manifestações bucais que apareçam. Além disso, esse profissional pode confeccionar a placa interoclusal, feita de material rígido e que reduz a parafunção.
Para casos de bruxismo severo, a toxina botulínica pode ser indicada, pois apresenta resultados excelentes, além de ser segura.
Desafiador, o bruxismo requer bastante atenção por parte do cirurgião-dentista, assim como conhecimento. Melhorar o atendimento desde a anamnese até o exame físico é imprescindível para o sucesso do tratamento.
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