Profissionais e estabelecimentos de saúde, como é o caso de clínicas odontológicas, estão sujeitas a diversos riscos. E um destes riscos é a contaminação cruzada, também conhecida como infecção cruzada.
A biossegurança na odontologia nunca foi tão discutida, especialmente no cenário pós-pandêmico que enfrentamos com a Covid-19. Trouxemos este blog sobre como prevenir a contaminação cruzada na odontologia.
Aqui você vai entender melhor o que é a contaminação cruzada, quais os seus riscos, e formas de combater e evitar esse cenário na sua clínica ou consultório odontológico.
Então se você é dentista e quer saber mais sobre esse assunto, continue lendo este post.
Como o próprio nome já revela, a contaminação cruzada nada ocorre quando há uma transferência de microrganismos de um paciente para outro, ou então entre paciente e equipe de saúde, assim formando uma infecção.
A contaminação cruzada pode ocorrer de diversas formas dentro de um consultório odontológico: através de equipamentos contaminados, instrumentos não esterilizados corretamente, e até mesmo nas vestimentas e equipamentos de proteção individual (EPIs) e roupas do dentista.
Essa contaminação pode ocorrer de duas principais formas na odontologia: através de, fontes humanas, ou seja, uma pessoa hospedar o microorganismo; ou então por meio de fonte ambiental (instrumentos não esterilizados, equipamentos não desinfetados, poeira, etc).
A contaminação cruzada pode oferecer sérios riscos à saúde que variam de acordo com o microorganismo responsável pela infecção. Por esse motivo, é muito importante seguir as regras de biossegurança determinadas pelos órgãos competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No manual de “Classificação de risco dos agentes biológicos”, produzido pelo Ministério da Saúde em 2022, é possível checar com maior profundidade a classificação de risco de cada tipo de microorganismo, vírus e fungos.
Existem diversas formas de evitar a contaminação cruzada na odontologia. Aqui trouxemos 5 formas imprescindíveis para ter um consultório mais seguro para você e para os seus pacientes.
Vale ressaltar que é importante que você e sua equipe estejam sempre atualizados das exigências da Vigilância Sanitária para oferecer um ambiente seguro e dentro das regulamentações.
Vamos lá?
Antes de mais nada, é importante que o dentista, bem como a equipe que trabalha na clínica esteja com a saúde em dia. É essencial fazer exames periodicamente e ter bons hábitos.
Outra frente primordial é ter o esquema vacinal completo. Afinal, profissionais da saúde são os que estão na linha de frente, e por isso, podem estar sujeitos a vírus e infecções a qualquer momento.
Com as vacinações em dia, o risco de contrair uma doença ou então desenvolvê-la de forma mais grave diminui drasticamente.
Dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal podem ter contato com fluidos como saliva e sangue. E o contato com esses fluidos pode ser uma porta de entrada para contaminações cruzadas.
Por isso é importante sempre utilizar barreiras protetoras no contato com esse material, ou seja, equipamentos de proteção individual (EPIs). O uso dessas proteções é muito eficaz para evitar o contato com o sangue e outras secreções orgânicas.
Entre os EPIs necessários para dentistas e demais membros da equipe de saúde estão:
Outra forma de evitar a contaminação cruzada é protegendo as superfícies do consultório. As barreiras impermeáveis, como filme pvc, devem ser trocadas a cada novo atendimento realizado, evitando assim uma possível contaminação.
Essas barreiras devem ser incluídas em todas as superfícies em que o paciente tem contato direto, como a cadeira e seus comandos, mangueiras e afins.
Lembre-se também de sempre utilizar álcool para realizar a desinfecção dos espaços comuns, onde os pacientes costumam interagir com objetos. O que nos leva ao nosso próximo tópico.
Quando falamos de contaminação ou infecção cruzada, é primordial que a clínica ou consultório tenham uma rotina de limpeza e desinfecção bem definidas e que funcionem de forma correta.
Todo consultório odontológico precisa de uma estação chamada de Central de Esterilização, onde serão realizados os procedimentos de desinfecção dos materiais e equipamentos utilizados nos atendimentos e procedimentos bucais.
Este espaço precisa seguir uma ordem unidirecional de procedimentos. São eles:
O psicólogo entra como uma figura importante e focado em tratar o estresse e a ansiedade. O fisioterapeuta também é requisitado para orientar e tratar qualquer problema muscular que surja em decorrência do bruxismo.
O cirurgião-dentista, como já explicamos, também é crucial para lidar com manifestações bucais que apareçam. Além disso, esse profissional pode confeccionar a placa interoclusal, feita de material rígido e que reduz a parafunção.
Para casos de bruxismo severo, a toxina botulínica pode ser indicada, pois apresenta resultados excelentes, além de ser segura.
Desafiador, o bruxismo requer bastante atenção por parte do cirurgião-dentista, assim como conhecimento. Melhorar o atendimento desde a anamnese até o exame físico é imprescindível para o sucesso do tratamento.
Por fim, uma outra forma de prevenir a contaminação cruzada na odontologia é realizar o descarte correto dos materiais e resíduos. Afinal, esses resíduos podem estar contaminados e podem oferecer riscos para os pacientes, dentistas e a equipe da clínica odontológica como um todo.
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