O enxerto de gengiva é uma técnica de cirurgia plástica gengival indicada, essencialmente, para o tratamento da retração gengival. Aprenda mais sobre o assunto, de forma fácil de decorar, através de 7 mitos e verdades sobre o enxerto de gengiva.
Mito. Embora a área doadora mais utilizada seja o palato, em uma área próxima aos pré-molares e molares, existem outras áreas de coleta de gengivas para a técnica com enxerto de gengiva autógena – que é o termo correto para o tratamento realizado com gengivas coletadas do próprio paciente.
Outras áreas também utilizadas com fontes para enxertos de gengivas são a parte posterior ao último dente na arcada superior e o parte interna do ramo da mandíbula.
Mito. Gengivas e tecidos ósseos coletados do próprio paciente trazem baixo risco de rejeição tecidual. Problemas de rejeição a enxertos autógenos, quando ocorrem, são mais o resultado de falhas na execução da cirurgia ou o descuidado, por parte do paciente, com o pós-operatório cirúrgico – do que propriamente a rejeição biológica aos tecidos autógenos.
Verdade. E o motivo para isto é que ele fornece espessuras maiores comparadas às técnicas biossintéticas, confeccionadas a partir de matrizes bovinas ou porcinas, ou ainda totalmente sintéticas.
Por outro lado, o enxerto de gengiva biossintético pode ser a escolha ideal para pequenas cirurgias, como o recobrimento de raiz dentária exposta após retração gengival.
Mito. Pelo contrário, já que com o passar dos anos ocorre um processo inverso. É a ceratinização, um transformação tecidual que resulta em gengivas mais resistente à retração gengival, proporcionando bordas de gengivas ideais para o contato com próteses dentárias e implantes dentários.
Verdade. Apesar de mais eficiente, nem todo paciente possui gengivas aptas para uso na técnica de enxerto autógeno de gengivas. Como exemplo, temos as áreas doadoras cujas gengivas são finas e difíceis de serem removidas.
Verdade. Ao contrário do que se imagina, na quase totalidade dos casos, o enxerto de gengiva contém apenas a parte mais interna das gengivas, que é composta por tecido conjuntivo. É por isso que o nome mais correto para a técnica é enxerto de tecido conjuntivo.
As vantagens da técnica com tecido conjuntivo no tratamento com enxerto de gengiva são duas: menor dor pós-operatória e cicatrização sem riscos para o aparecimento de gengivas com cores diferentes.
Verdade. Para dar certo, a cirurgia com enxerto de gengiva requer cuidados intensos e muita dedicação. O objetivo é evitar movimentações repetitivas dos lábios e bochechas e também os traumas mecânicos diretos causados pelo impacto de alimentos rígidos.
O pós-operatório da cirurgia com enxerto de gengiva requer alguns dias longe de práticas esportivas, a adoção de dieta macia que pode durar até 5 dias e atenção com relação à higiene oral do local recém operado, que é feita de forma cuidadosa, auxiliado por instrumentos especiais de higiene o bochechos com antissépticos.
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