Erosões dentárias. Podem ser de origem cariosa ou não cariosa: parafunções ou hábitos viciosos que levam à perda do esmalte ou mesmo da dentina.
Estas últimas são decorrentes de parafunções ou hábitos viciosos que levam, com o tempo, à perda do esmalte ou mesmo da dentina.
Uma lesão importante e sem substância, freqüentemente encontrada em pacientes, é representada pela erosão dentária.
A erosão é o processo pelo qual os prismas de esmalte se desprendem pela ação química de substâncias introduzidas na cavidade oral.
Alimentos com baixo pH: bebidas e frutas ácidas podem causar degradação do esmalte. Em geral, são incriminados aqueles com valor de pH abaixo de 7. O esmalte é a camada dentária externa, visível na cavidade oral e com maior susceptibilidade às alterações locais. Os ácidos contidos nos alimentos de baixo pH atuam no esmalte, amaciando-o. entre os agentes incriminados na erosão do esmalte citamos: maçãs, morangos, tomates, vinho, sucos naturais (limão, laranja, maçã) e bebidas ácidas.
Distúrbios gástricos: regurgitação, vômito, refluxo gastroesofágico ou bulimia são patologias que envolvem o retorno da tigela de comida digerida ou do suco gástrico para a cavidade oral. No estômago, durante a digestão, é secretada uma quantidade considerável de suco gástrico, de baixo pH, necessário ao processamento dos alimentos. Retornado à cavidade oral, devido a várias doenças gerais, o suco gástrico irrita tanto a mucosa oral quanto a superfície interna dos dentes, levando à erosão do esmalte.
O aspecto baço e baço do dente: o esmalte se organiza em prismas com várias orientações, para captar e transmitir luz de maneira diferente e dar brilho natural aos dentes. Substâncias erosivas se desprenderão dos prismas superficiais, “nivelando” a superfície do dente e privando-a de seu brilho característico. Um grupo de dentes é o mais afetado.
Aparência de microfissuras: a princípio, não são visíveis a olho nu.
Hipersensibilidade dentinária: com o avanço do processo de erosão, quando os gatilhos não são removidos, surge a sensibilidade dentinária. O esmalte tem a função de proteger a dentina, que está bem inervada, de estímulos que podem imprimir uma sensação dolorosa. O paciente apresentará sensibilidade dolorosa ao contato com líquidos e alimentos com temperaturas extremas, de forma que posteriormente, na evolução, a dor aparecerá espontaneamente e será irreversível na administração de analgésicos. Geralmente é o momento em que o paciente vai ao dentista.
O esmalte que foi perdido como resultado do ataque do ácido não se recupera com o tempo. A terapia inclui a detecção de hábitos que levam à erosão dentária, corrigindo-os e reconstruindo os dentes afetados.
Se as lesões forem pequenas, incipientes, pode-se aplicar um verniz fluorado para proteção dentária para prevenir a dor.
Para deficiências consideráveis de substâncias, a reconstrução pode ser realizada por obturações protéticas ou coroas.
O paciente é capaz de prevenir erosões corrigindo a dieta e removendo quaisquer fatores de risco. O check-up no dentista é útil na avaliação dos resultados.
Fonte: Site draristide.ro